
Racismo como medida para pandemia
04/07/2020
Por Rachel Barros
Por Rachel Barros
Kabenguele Munanga, professor da USP, diz que o racismo brasileiro é um “crime perfeito” por que mata duas vezes: uma pela violência física, e outra pelo silêncio que esconde o racismo na ideia de democracia racial. No momento em que pandemia de coronavírus atinge o Brasil, as desigualdades em que vivem milhares de cidadãos fica exposta. E ser negra ou negro nesse momento, define a possibilidade de se proteger ou de contrair o vírus. O racismo continua sendo a medida que define quem pode viver e quem pode morrer. Negras e negros são maioria nos serviços essenciais, das domésticas sem quarentena, da população em situação de rua, entre os camelôs, entregadores, caixas de supermercado, além dos desempregados. São também maioria nas favelas, locais sem água, saneamento básico e direitos essenciais, que agora fazem toda a diferença no combate a covid-19.
O genocídio no Brasil se alimenta das falhas institucionais, dos vazios de sentido, do medo e da coerção. O coronavírus se converte em justificativa para manter as práticas racistas, seja pela falha no serviço de saúde ou pela violência genocida das operações policiais nas favelas. Cabe a nós continuar denunciando que a pandemia reforça o racismo como crime perfeito. A violência institucional, que temos criticado em nossos materiais, não pode ser analisada sem as dimensões de raça e gênero. Mais do que nunca, a violência institucional e o racismo estrutural precisam ser denunciados e combatidos.
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